Árbitros da Liga Portugal com mais cartões: médias e estatísticas

David Silva apresenta a média mais elevada no levantamento dos árbitros com mais cartões na Liga Portugal 2026/27: 33 amarelos em cinco jogos, ou seja, 6,60 por encontro. Luís Filipe também surge entre os primeiros, com 19 em três partidas e uma média de 6,33.
A diferença entre os nomes da tabela interessa a quem analisa apostas em cartões, mas o número de jogos pesa tanto como a média. Nesta fase da época, há árbitros com apenas uma ou duas presenças: basta um encontro mais disciplinado ou mais atribulado para alterar bastante a sua posição.
Árbitros com mais cartões na Liga Portugal: a tabela de 2026/27
A ordenação utiliza a média de amarelos por jogo, somando os registos das duas equipas. Vermelhos e penáltis aparecem em colunas separadas. O recorte inclui apenas a Liga Portugal Betclic, sem juntar Taça de Portugal, Taça da Liga ou competições europeias.
| Árbitro | Jogos | Amarelos | Vermelhos | Penáltis | Amarelos/jogo |
|---|---|---|---|---|---|
| David Silva | 5 | 33 | 2 | 1 | 6,60 |
| Vítor Ferreira | 2 | 13 | 1 | 1 | 6,50 |
| Luís Filipe | 3 | 19 | 0 | 1 | 6,33 |
| José Bessa | 3 | 17 | 1 | 2 | 5,67 |
| André Narciso | 3 | 17 | 0 | 0 | 5,67 |
| Fábio Veríssimo | 4 | 22 | 0 | 1 | 5,50 |
| Luís Godinho | 5 | 27 | 1 | 4 | 5,40 |
| Iancu Vasilica | 3 | 15 | 1 | 0 | 5,00 |
| Gustavo Correia | 6 | 29 | 2 | 2 | 4,83 |
| Miguel Nogueira | 5 | 23 | 2 | 1 | 4,60 |
| Carlos Macedo | 4 | 16 | 2 | 2 | 4,00 |
| Cláudio Pereira | 1 | 4 | 0 | 0 | 4,00 |
| Fábio Melo | 1 | 4 | 0 | 1 | 4,00 |
| João Gonçalves | 4 | 15 | 0 | 2 | 3,75 |
| Sérgio Guelho | 4 | 14 | 0 | 1 | 3,50 |
| Pedro Ramalho | 3 | 10 | 0 | 1 | 3,33 |
| António Nobre | 1 | 3 | 1 | 0 | 3,00 |
| Diogo Rosa | 1 | 3 | 0 | 0 | 3,00 |
| Bruno Costa | 3 | 8 | 1 | 0 | 2,67 |
| Hélder Carvalho | 2 | 5 | 0 | 1 | 2,50 |
| Miguel Fonseca | 3 | 6 | 0 | 0 | 2,00 |
| Anzhony Rodrigues | 2 | 4 | 0 | 1 | 2,00 |
| João Pinheiro | 4 | 7 | 1 | 1 | 1,75 |
Nesse encontro em atraso, dirigido por Gustavo Correia, foram registados seis amarelos, três para cada equipa. Somados aos 23 dos cinco jogos anteriores, colocam o árbitro com 29 em seis partidas, uma média de 4,83.
Para interpretar a tabela, há três distinções essenciais:
- Amarelos/jogo: total de amarelos dividido pelos encontros dirigidos; os vermelhos não entram nesta média.
- Vermelhos: registo de expulsões da base, sem decomposição entre vermelho direto e duplo amarelo nesta tabela.
- Penáltis: grandes penalidades assinaladas, independentemente de terem sido convertidas.
David Silva lidera, mas as amostras ainda são curtas
Os 33 amarelos de David Silva colocam-no acima dos restantes tanto em volume como em média. A vantagem sobre Luís Filipe vem acompanhada de uma amostra um pouco maior: cinco jogos contra três. Ainda assim, nenhum destes recortes permite tratar a média como uma característica definitiva do árbitro.
Vítor Ferreira ilustra bem essa limitação. Os seus 13 amarelos em dois encontros produzem uma média de 6,50, muito próxima da liderança, mas com menos de metade dos jogos de David Silva.
No outro extremo, João Pinheiro apresenta sete amarelos em quatro partidas, equivalentes a 1,75 por jogo. É um contraste relevante dentro deste levantamento, embora continue a ser necessário perceber que equipas defrontou e como decorreram esses encontros.
Um jogo resolvido cedo, um dérbi equilibrado até ao fim e uma partida com uma expulsão precoce colocam problemas diferentes à arbitragem. Comparar médias sem olhar para os jogos pode esconder esse contexto.
Penáltis e expulsões: o total não é uma percentagem
Luís Godinho destaca-se nos penáltis, com quatro assinalados em cinco jogos. A divisão dá 0,80 por encontro, mas não significa que tenha havido um penálti em 80% das partidas: um mesmo jogo pode concentrar duas ou mais grandes penalidades.
José Bessa, por exemplo, soma dois penáltis em três encontros. Esse registo deve ser lido separadamente dos seus 17 amarelos: uma média elevada de cartões não permite concluir, por si só, que o árbitro também assinalará mais penáltis.
Com os vermelhos, o cuidado é semelhante. Duas expulsões podem ocorrer no mesmo encontro ou em partidas distintas. Para analisar o mercado de uma expulsão no jogo, interessa saber em quantos jogos houve pelo menos um vermelho, além do total acumulado.
Como usar as estatísticas do árbitro nas apostas em cartões
Depois de conhecida a nomeação, o primeiro passo é confirmar o árbitro principal. As estatísticas de quem está no VAR ou a quarto árbitro não devem ser confundidas com os jogos que dirigiu em campo.
A partir daí, a análise ganha utilidade quando cruza vários elementos:
- Histórico das equipas: cartões recebidos e provocados, faltas e diferenças entre jogos em casa e fora.
- Onzes e duelos individuais: posição dos jogadores, adversários diretos e minutos de utilização esperados.
- Contexto competitivo: rivalidade, necessidade de pontuar e possibilidade de o resultado manter o jogo equilibrado.
- Linha oferecida: procurar mais de 3,5 cartões exige uma análise diferente de procurar mais de 6,5.
- Regras e cotação: a mesma seleção só é comparável entre operadores quando a contagem é equivalente.
Uma média de cinco cartões não garante o “mais de 4,5”
Num exemplo hipotético, cinco jogos com 2, 3, 4, 7 e 9 amarelos produzem uma média de cinco. Porém, apenas dois desses encontros ultrapassaram a linha de 4,5: 40% da amostra.
É por isso que a média, sozinha, não permite calcular a probabilidade de uma aposta. Para esse trabalho, é preciso consultar a distribuição dos cartões por jogo e aplicar a regra de contagem do mercado analisado.
A contagem estatística pode diferir da contagem da aposta
Antes de utilizar estes números num boleto, confirma como o operador trata o segundo amarelo, o vermelho, os cartões a suplentes ou elementos do banco e os cartões mostrados depois do apito final.
Essa diferença aparece no Braga–Estoril de 14 de setembro: os registos do encontro mostram dois amarelos para Ferro, seguido da expulsão, além dos amarelos de João Carvalho e Pedro Carvalho. Uma base estatística pode apresentar esses quatro amarelos, enquanto um mercado que exclua o segundo amarelo utiliza outra contagem.
Também convém distinguir número de cartões, jogadores admoestados e pontos por cartões. São medidas diferentes; não se deve aplicar diretamente a média desta tabela a todas elas.







