Quanto vale para o ranking UEFA a qualificação de Benfica e Braga?

Benfica e SC Braga continuam vivos na Europa e, nesta altura da época, isso significa muito mais do que simplesmente avançar uma eliminatória. Cada vitória, cada empate e cada ronda ultrapassada ajuda Portugal numa corrida que pode ter impacto direto no número de lugares europeus disponíveis nas próximas temporadas.
E há um detalhe especialmente interessante: nesta fase preliminar, uma vitória aparentemente discreta em agosto pode acabar por fazer diferença quando as contas forem fechadas muitos meses depois.
Quanto deram Benfica e Braga ao ranking UEFA?
Como Portugal começou a temporada com cinco clubes nas competições UEFA, esses seis pontos são divididos por cinco. Resultado: Benfica e Braga já acrescentaram, em conjunto, 1,200 pontos ao coeficiente português de 2026/27.
A matemática parece simples porque, nesta fase, é mesmo. Segundo o regulamento da UEFA, nos jogos das pré-eliminatórias e do play-off, uma vitória vale 1 ponto, um empate 0,5 e uma derrota não acrescenta qualquer ponto ao coeficiente da associação. Depois, o total de cada país é dividido pelo número de equipas que iniciou a temporada europeia.
O Benfica fez o trabalho com goleadas pelo caminho
O percurso encarnado começou com um susto frente ao St. Gallen. O Benfica perdeu por 2-1 na Suíça, mas respondeu na Luz com um claro 5-0 e garantiu a passagem.
Nas contas do ranking:
- derrota com o St. Gallen: 0 pontos.
- vitória sobre o St. Gallen: 1 ponto.
- vitória sobre o Hearts: 1 ponto.
- empate com o Hearts: 0,5 pontos.
Total: 2,500 pontos.
O Benfica está agora no play-off da Liga Europa, onde terá pela frente o Aarhus, numa eliminatória marcada para 20 e 27 de agosto.
Ou seja, ainda há mais pontos para colocar na conta portuguesa antes sequer de começar a fase de liga.
O Braga já é quem mais contribuiu

Se o Benfica tem feito barulho com os golos, o Braga está a transformar julho e agosto numa pequena mina de coeficiente.
Os minhotos começaram por eliminar o Železničar Pančevo. Venceram 1-0 na Sérvia e deram depois uma resposta forte em casa, com um 4-0, fechando a eliminatória em 5-0.
As contas são rápidas: três vitórias e um empate significam 3,500 pontos, o melhor contributo português até ao momento entre os clubes que tiveram de disputar qualificação.
O próximo obstáculo será o Austria Wien, com a primeira mão marcada para 20 de agosto em Braga.
Porque é que estes pontos interessam tanto a Portugal?
Há duas corridas que convém não confundir. A primeira é o ranking de desempenho da temporada. Portugal apresenta neste momento um coeficiente de 3,600, suficiente para ocupar provisoriamente o segundo lugar. Espanha lidera com 3,750.
A segunda batalha é mais longa: o ranking UEFA de cinco temporadas.
Nesse quadro, Portugal encontra-se atualmente no sexto lugar, à frente da Bélgica e dos Países Baixos, com a classificação construída através dos coeficientes acumulados das últimas cinco campanhas.
É esse ranking de longo prazo que condiciona a posição de cada associação na lista de acesso europeia: quantos clubes entram, em que competições e em que fases começam.
Agosto pode parecer cedo, mas estas contas chegam até maio
É precisamente por isso que as qualificações de Benfica e Braga têm valor nacional.
Sporting e FC Porto, já colocados diretamente na fase de liga da Champions, deram um impulso inicial através dos pontos de entrada previstos pela UEFA. Benfica e Braga estão a acrescentar resultados em campo, enquanto o Torreense também terá oportunidade de contribuir quando iniciar a sua campanha europeia.
Mas a temporada é uma maratona. Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França terão vários clubes a acumular resultados durante meses, enquanto Portugal precisa que os seus representantes permaneçam nas competições o máximo de tempo possível.
Benfica e Braga já fizeram a primeira parte do trabalho: seis pontos brutos e 1,200 de coeficiente para Portugal.
Agora vem o desafio maior. Entrar nas fases de liga, continuar a somar e transformar um excelente agosto numa temporada europeia capaz de melhorar, realmente, o futuro de Portugal no mapa da UEFA.





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