O que Portugal precisa para passar aos quartos da Liga das Nações?

Portugal na corrida pelos quartos da Liga das Nações
Portugal soma três pontos e mantém aberta a corrida pelos quartos no Grupo A4.

Portugal começou a defesa do título da Liga das Nações como queria. A vitória por 1-0 frente ao País de Gales, em Lisboa, colocou três pontos no bolso logo à primeira jornada e deixou a Seleção bem posicionada numa luta que promete apertar quando chegarem os confrontos com Noruega e Dinamarca.

João Félix marcou o único golo aos 22 minutos, após assistência de Nuno Mendes, numa partida em que Portugal teve de trabalhar até ao fim para proteger a vantagem. Do outro lado do grupo, a Noruega venceu a Dinamarca por 3-2, pelo que portugueses e noruegueses começaram a prova com três pontos.

As contas parecem simples à primeira vista, mas há alguns detalhes importantes. Portugal precisa de terminar entre os dois primeiros do Grupo A4 para chegar aos quartos de final. E acabar em primeiro ou segundo não significa exatamente a mesma coisa.

 

Como ficou o grupo de Portugal após a primeira jornada?

Portugal e Noruega foram as duas seleções que entraram a ganhar. Ambas somaram três pontos e apresentam uma diferença de golos de +1, embora os noruegueses tenham marcado mais golos na estreia.

A classificação provisória fica assim:

SeleçãoJVEDGM-GSPontos
1.º Noruega11003-23
2.º Portugal11001-03
3.º Dinamarca10012-30
4.º País de Gales10010-10

A distância ainda é mínima e, com cinco jornadas por disputar, esta tabela vale sobretudo como fotografia do arranque. Cada seleção joga duas vezes contra todos os adversários do grupo, uma em casa e outra fora.

 

O que Portugal precisa para chegar aos quartos de final?

Não há, nesta fase, um número mágico de pontos que permita dizer que Portugal precisa exatamente de X para passar.

O essencial é bem mais direto. A Seleção tem de terminar em primeiro ou segundo lugar no Grupo A4. Os vencedores dos quatro grupos da Liga A e os quatro segundos classificados seguem para os quartos de final.

Isso deixa três ideias importantes para as próximas jornadas:

  • Vencer os confrontos diretos aproxima Portugal rapidamente do apuramento.
  • Somar pontos fora frente a Noruega e Dinamarca evita que os principais rivais ganhem terreno.
  • Os jogos em casa contra noruegueses e dinamarqueses podem ter um peso enorme nas contas finais.

O triunfo sobre o País de Gales foi, nesse sentido, um primeiro passo importante. Portugal somou os três pontos numa partida em casa em que perder terreno teria aumentado imediatamente a pressão sobre as deslocações seguintes.

 

O que é preciso para acabar em primeiro ou segundo?

Com cinco jornadas ainda por disputar, Portugal não tem neste momento uma pontuação exata que garanta matematicamente o primeiro ou o segundo lugar. Tudo depende também dos resultados de Noruega, Dinamarca e País de Gales.

Para terminar em primeiro, Portugal terá de somar mais pontos do que os restantes adversários. Os dois encontros com a Noruega ganham desde já um peso especial, já que ambas as seleções começaram com três pontos e disputam diretamente a liderança.

O segundo lugar também garante o acesso aos quartos, pelo que Portugal pode avançar mesmo sem vencer o Grupo A4. Nesse cenário, a prioridade será manter pelo menos dois adversários abaixo na classificação e evitar que os confrontos diretos compliquem um eventual desempate.

Há ainda um detalhe importante. Se Portugal terminar com os mesmos pontos de um rival, os resultados dos jogos entre essas seleções surgem antes da diferença de golos total nos critérios de desempate. Ou seja, aquilo que acontecer frente a Noruega e Dinamarca pode acabar por valer mais do que uma goleada obtida noutro encontro.

Noruega e Dinamarca aparecem agora no caminho

O calendário aumenta logo de dificuldade. Portugal visita a Noruega a 27 de setembro e, poucos dias depois, joga na Dinamarca. Segue-se uma sequência inversa, com noruegueses e dinamarqueses a deslocarem-se a Portugal antes da última jornada no País de Gales.

O calendário português na fase de liga é este:

DataJogo
24 de setembroPortugal 1-0 País de Gales
27 de setembroNoruega x Portugal
1 de outubroDinamarca x Portugal
4 de outubroPortugal x Noruega
14 de novembroPortugal x Dinamarca
17 de novembroPaís de Gales x Portugal

É difícil pedir uma sequência mais reveladora. Em pouco mais de uma semana, Portugal joga duas vezes com a Noruega e visita a Dinamarca. Quando esse bloco terminar, o desenho do Grupo A4 deverá estar bastante mais claro.

Quem acompanha várias competições ao longo da época também pode comparar as principais opções disponíveis para apostar em futebol, enquanto a Liga das Nações entra numa fase em que cada confronto direto começa a mexer seriamente nas contas do grupo.

Ganhar o grupo vale mais do que simplesmente passar

Ficar nos dois primeiros garante os quartos, mas o primeiro lugar oferece uma vantagem importante para a fase seguinte.

Os vencedores dos quatro grupos da Liga A serão cabeças de série no sorteio e enfrentam um segundo classificado de outro grupo. Além disso, disputam a segunda mão dos quartos de final em casa.

Na prática:

  • 1.º lugar — Apuramento, estatuto de cabeça de série e segunda mão dos quartos em casa.
  • 2.º lugar — Apuramento, mas frente a um vencedor de grupo e com a primeira mão em casa.
  • 3.º ou 4.º lugar — Fica fora dos quartos de final.

Assim, Portugal não tem apenas de olhar para a linha do segundo lugar. Perseguir a liderança também pode deixar a equipa numa posição mais favorável quando chegar a fase a eliminar.

 

Os confrontos diretos podem acabar por decidir tudo

Num grupo que pode ficar equilibrado até novembro, os critérios de desempate merecem atenção. Caso duas ou mais seleções terminem com os mesmos pontos, a UEFA não olha primeiro para a diferença de golos global.

O primeiro critério é o desempenho nos jogos disputados entre as equipas empatadas.

A ordem começa desta forma:

  1. Mais pontos nos confrontos diretos;
  2. Melhor diferença de golos nesses jogos;
  3. Mais golos marcados nesses encontros;
  4. Se o empate continuar, os critérios voltam a ser aplicados apenas às equipas que permaneçam igualadas;
  5. Depois entram a diferença de golos total e os golos marcados em todos os jogos.

Se ainda for necessário desempatar, entram outros fatores regulamentares, como número de vitórias, vitórias fora, disciplina e posição na lista de acesso da competição.

Isto dá ainda mais peso aos dois duelos com a Noruega e aos encontros com a Dinamarca. Não basta pensar apenas em somar pontos. Num eventual empate na classificação, aquilo que Portugal fizer diretamente frente a esses adversários pode separar o primeiro do segundo lugar ou, num cenário mais apertado, o apuramento da eliminação.

 

A vitória sobre Gales deu margem, mas as contas começam agora

Os três pontos da estreia colocaram Portugal exatamente onde queria estar. A equipa venceu sem sofrer golos e acompanha a Noruega no topo do grupo, enquanto Dinamarca e País de Gales começaram sem pontuar.

Ainda assim, ninguém está perto de ter o apuramento fechado. Restam 15 pontos em disputa para cada seleção, pelo que uma sequência de dois resultados pode alterar rapidamente a ordem do grupo.

O próximo duelo com a Noruega ganha imediatamente outro peso. As duas seleções chegam com três pontos e uma vitória portuguesa significaria não apenas avançar na tabela, mas também tirar pontos diretamente a um dos rivais mais fortes pela liderança.

Depois vem a Dinamarca, primeiro fora e mais tarde em Portugal. Só então chegará a reta final em novembro.

Para Portugal, a equação é fácil de entender mesmo que ainda não exista um número fechado de pontos. Terminar entre os dois primeiros leva a Seleção aos quartos; ganhar o grupo acrescenta o estatuto de cabeça de série e permite decidir a eliminatória seguinte em casa.

O 1-0 frente ao País de Gales abriu bem o caminho. Agora chegam os jogos que vão mostrar se Portugal entra nos quartos apenas como apurado ou se consegue fazê-lo a partir do lugar mais valioso do Grupo A4.

Author
Willennys Martinez
Escritora com mais de 5 anos de experiência especializada em tecnologia, aplicações móveis e entretenimento. A sua formação em engenharia proporcionou-lhe uma mentalidade analítica que aplica a cada texto que escreve. Trabalhou com sites de apostas e casinos, destacando-se pelo seu estilo natural, curiosidade e paixão por fornecer conteúdos de alta qualidade.
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