Mercado Liga Portugal 2026: todas as entradas e saídas de Benfica, Sporting e FC Porto

Benfica, Sporting e FC Porto voltaram a estar muito ativos no mercado e os três plantéis já apresentam mudanças importantes para 2026/27. Há novos reforços, vendas milionárias e várias saídas que obrigaram os grandes portugueses a reorganizar posições importantes.
A janela portuguesa continua aberta, pelo que ainda podem surgir novos negócios. Mesmo assim, já é possível perceber quais foram os clubes que mais investiram, onde reforçaram o plantel e que jogadores importantes deixaram cada equipa.
Benfica mexe na defesa e ganha mais poder no ataque
Na Luz houve mudanças em praticamente todas as linhas. O Benfica perdeu jogadores importantes na defesa, mas respondeu com contratações destinadas a dar a Marco Silva alternativas diferentes para uma época bastante exigente.
Entre as principais caras novas estão Clément Lenglet, Jakub Kamiński, Jhon Durán e Alessandro Circati, além de Gabriel Índio.
Circati foi uma das operações mais recentes. O internacional australiano chegou do Parma e assinou até 2031, reforçando uma zona do terreno que ficou bastante mexida depois das saídas registadas durante o verão.
Principais entradas do Benfica
A chegada de Circati ganhou ainda mais importância depois da saída de António Silva. O australiano tem 22 anos, mede 1,91 metros e vinha de uma época com utilização regular no Parma, além de já contar com experiência internacional pela Austrália.
Jhon Durán oferece outro perfil no ataque e aumenta a concorrência num sector em que Pavlidis continua a ter bastante peso. Kamiński, por sua vez, acrescenta velocidade e capacidade para atacar pelos corredores.
As vendas mudaram bastante a defesa encarnada

Se as entradas chamam a atenção, as saídas explicam boa parte da reconstrução.
António Silva foi transferido para o Bournemouth por 25 milhões de euros, com o negócio a poder chegar aos 30 milhões mediante objetivos. Poucas semanas depois, Amar Dedic seguiu para o Newcastle por 35,9 milhões de euros.
Também deixaram o clube Nicolás Otamendi, Sidny Lopes Cabral, Diogo Prioste, João Veloso e Rodrigo Rêgo. Franjo Ivanovic rumou ao Lens por empréstimo, enquanto Rafael Obrador foi cedido ao Sassuolo com opção de compra.
As principais saídas são estas
- António Silva → Bournemouth
- Amar Dedic → Newcastle
- Nicolás Otamendi → River Plate
- Sidny Lopes Cabral → Trabzonspor
- Rodrigo Rêgo → Brighton
- João Veloso → Moreirense
- Diogo Prioste → Gil Vicente
- Franjo Ivanovic → Lens, por empréstimo
- Rafael Obrador → Sassuolo, por empréstimo
O Benfica ganhou margem financeira, mas também perdeu experiência e continuidade defensiva. Não surpreende, por isso, que a estrutura tenha concentrado boa parte dos esforços na reconstrução deste sector.
Sporting renova o meio-campo e perde várias figuras

Em Alvalade, o verão trouxe uma mudança ainda mais visível. O Sporting despediu-se de jogadores que tinham um papel importante no onze e respondeu com vários reforços para recuperar profundidade no plantel.
Chegaram Rodrigo Zalazar, proveniente do SC Braga, Issa Doumbia, Pedro Lima, Silas Andersen, Sergi Altimira, Jesse Derry e Ibrahima Ba. A lista ganhou depois outro nome de peso com Nestory Irankunda.
Irankunda assinou até 2031 e ficou protegido por uma cláusula de rescisão de 80 milhões de euros. O internacional australiano pode atuar em diferentes posições no ataque e destaca-se sobretudo pela velocidade e potência.
Sergi Altimira é outro reforço com potencial para assumir protagonismo. O médio espanhol chegou do Betis e também assinou um contrato de longa duração, trazendo qualidade técnica para uma zona em que o Sporting perdeu referências importantes.
Quem saiu do Sporting?
As despedidas foram importantes. Morten Hjulmand rumou ao Atlético de Madrid, Geovany Quenda seguiu para o Chelsea e Francisco Trincão mudou-se para o Al Ahli. Morita terminou contrato e Ricardo Mangas foi para o Monza.
A estes nomes junta-se Ousmane Diomande, transferido para o Nottingham Forest, uma saída que obrigou o Sporting a reorganizar também o centro da defesa.
Há, portanto, uma diferença importante em relação à época anterior. Rui Borges continua a ter talento à disposição, mas terá de integrar rapidamente vários jogadores novos num grupo que perdeu referências no meio-campo, nas alas e na defesa.
FC Porto aposta num mercado mais seletivo

No Dragão, a abordagem tem sido um pouco diferente. O FC Porto mexeu menos em quantidade nas entradas e procurou jogadores para funções bastante concretas.
Até agora, os principais reforços são João Afonso, contratado ao Santa Clara, André Silva, proveniente do Elche, Eirik Granaas, que chegou do Fredrikstad, e o internacional sul-coreano Hwang In-Beom, ex-Feyenoord.
A chegada de Hwang dá experiência internacional ao centro do terreno, enquanto André Silva oferece mais uma solução ofensiva. João Afonso acrescenta profundidade defensiva e Granaas encaixa na estratégia portista de continuar a trabalhar jogadores jovens com margem de progressão.
Rodrigo Mora protagoniza a saída mais sonante do Dragão
Do lado das saídas, o nome que mais agitou o mercado foi Rodrigo Mora.
O jovem português deixou o FC Porto para continuar a carreira na Roma, juntando-se a uma lista de saídas que já incluía Thiago Silva, Luuk de Jong, Seko Fofana, Terem Moffi e Domingos Andrade.
Samuel Portugal também terminou a ligação aos dragões e seguiu para o Gil Vicente, enquanto Gabriel Brás foi emprestado ao NEC Nijmegen, dos Países Baixos, num acordo que contempla opção de compra.
Entre as principais saídas estão
- Rodrigo Mora → Roma
- Thiago Silva → Fluminense
- Seko Fofana → Rennes
- Terem Moffi → Nice
- Domingos Andrade → Botafogo
- Luuk de Jong → fim de contrato
- Samuel Portugal → Gil Vicente
- Gabriel Brás → NEC, por empréstimo
A transferência de Mora é particularmente significativa porque retira ao FC Porto um dos maiores talentos formados recentemente no clube. Ao mesmo tempo, abre espaço para uma reorganização ofensiva e para novos movimentos antes do fecho do mercado.
Qual dos três grandes mudou mais neste mercado?
Em quantidade e impacto, Sporting e Benfica apresentam atualmente as transformações mais profundas.
Os leões perderam vários jogadores associados à base competitiva das últimas épocas, enquanto as águias remodelaram sobretudo a defesa e conseguiram encaixes financeiros elevados com António Silva e Dedic.
O FC Porto está a seguir uma lógica um pouco mais seletiva. Houve saídas importantes, principalmente Rodrigo Mora, mas as entradas têm sido mais direcionadas para posições concretas.
O cenário pode resumir-se desta forma
- Benfica reforçou o ataque e a defesa depois de várias vendas relevantes.
- Sporting vive uma renovação considerável do núcleo da equipa.
- FC Porto procura ajustar o plantel através de operações mais específicas.
Ainda assim, esta fotografia pode mudar. Com o mercado ainda aberto, Benfica, Sporting e FC Porto continuam com margem para contratar, vender ou emprestar jogadores.
Um mercado que ainda promete novos capítulos
Os primeiros movimentos já mostram aquilo que Benfica, Sporting e FC Porto pretendem para 2026/27, mas dificilmente esta será a versão definitiva dos três plantéis.
O Benfica ainda pode ajustar algumas posições, o Sporting continua com dossiers por resolver e o FC Porto mantém-se atento a novas oportunidades. Por isso, o mercado da Liga Portugal 2026 ainda pode trazer novidades até ao fecho da janela.
Uma coisa, porém, já é clara. Os três grandes começaram a época com equipas diferentes, novas hierarquias e mais concorrência interna. Agora falta perceber quem conseguirá transformar melhor todas estas mudanças em rendimento dentro de campo.





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