As grandes seleções que NÃO vão jogar o Mundial 2026

O Mundial de 2026 será o primeiro com 48 seleções, o que em teoria deveria abrir as portas a mais equipas e reduzir grandes ausências. Mas a realidade volta a mostrar o contrário: mesmo com mais vagas disponíveis, há seleções de altíssimo nível que ficaram de fora. E não estamos a falar de equipas menores, mas de países com história, talento e jogadores de elite que perfeitamente poderiam competir nas fases avançadas do torneio.
Itália, a grande ausência do Mundial
O caso da Itália já não surpreende… mas continua difícil de entender. A campeã do Euro 2020 volta a ficar fora de um Mundial, algo que começa a ser um padrão preocupante mais do que um acidente pontual. No papel, a seleção italiana ainda tem uma base muito competitiva, com jogadores como Bastoni, Barella ou Dimarco a render ao mais alto nível na Europa.
No entanto, o problema parece mais profundo. Falta de continuidade, decisões questionáveis e uma transição geracional mal gerida deixaram de fora uma das seleções mais importantes da história do futebol. E isto, sinceramente, já aponta para um problema estrutural sério no futebol italiano.
Nigéria, talento desperdiçado em África
Se há uma ausência que dói especialmente fora da Europa, essa é a Nigéria. A seleção africana conta com uma das gerações mais fortes da sua história recente, com nomes como Victor Osimhen ou Ademola Lookman a destacarem-se nas principais ligas europeias.
A Nigéria sempre foi uma equipa competitiva em Mundiais, incómoda e capaz de surpreender qualquer adversário. Mas a sua irregularidade nas fases de qualificação volta a custar caro. É um daqueles casos em que o nível individual não se traduz em resultados coletivos, e o Mundial perde claramente espetáculo sem eles.
Polónia, demasiado dependente de Lewandowski
A Polónia é outra seleção habitual em Mundiais recentes que não estará em 2026. Com Robert Lewandowski como principal referência, a equipa tem sido competitiva durante anos, mas também excessivamente dependente da sua estrela.
Quando Lewandowski não está no seu melhor nível ou não tem apoio suficiente, a Polónia perde muita capacidade ofensiva. E num apuramento tão exigente, isso paga-se caro. A sua ausência não é tão surpreendente como outras, mas confirma as limitações de uma equipa que não conseguiu evoluir coletivamente.
Conclusão: nem com 48 seleções cabem todos os “grandes”
Existe a ideia bastante difundida de que com o aumento para 48 equipas “já estarão todos os melhores” no Mundial. Mas 2026 volta a mostrar que isso não é verdade. Ficam de fora seleções como a Itália, campeã europeia; equipas africanas cheias de talento como a Nigéria; ou seleções europeias perfeitamente competitivas. O futebol de seleções continua extremamente exigente, e qualificar-se continua a ter um enorme valor.
Em outras palavras: o Mundial cresce, sim, mas o nível também. E isso faz com que, mesmo num torneio maior do que nunca, continuem a existir ausências que doem… e muito.


